
É minha gente… as coisas não estão fáceis. Além desse pequeno contratempo de eu estar de final em 5 o matérias, a vida em família não anda lá essas coisas, como alguns já sabem eu morava em Angra dos Reis, e fui obrigado a me mudar pra Barra Mansa por causa da faculdade, porque em Angra grana era algo que já não fazia parte do meu vocabulário. Pois bem, passados dois meses de iniciado o curso eu tive que mudar, fiquei na casa dos meus avós, que é bem próxima do campus, porém, neste mesmo endereço estão localizadas mais dois clãs da família, em suas respectivas casas, o que, claro, não tira deles o direito de tomar conta da vida uns dos outros, incluindo esse que vos fala. Partindo deste ponto e do fato de eu ser uma pessoa completamente lunática e sem paciência, me mudei pra um apartamento, estava perfeito, só eu e minha vida solitária, chegava da faculdade a hora que eu bem entendesse, abria uma cerveja ou um vinho, ligava a tv e tirava a roupa, acendia um cigarro e pronto, tudo estava completo. Mas infelizmente, como toda alegria de ferrado dura pouco, me ví duro, sem grana nem pra conta de luz. Qual foi então a grande idéia que passou pela minha cabeça??? “Vou convidar aqueles dois (um casal) de Angra que queriam mudar pra cá, assim ficam comigo, me fazem companhia, além de dividir as despesas!”. Parecia perfeito, até o momento que eles chegaram de mala e cuia na mão, dois gatos e um saco de pancadas. Pra começar que eu sou alérgico a pêlos de gato (eles sabiam), e como eu já não dispunha mais de um tempo maior, não conseguia dar conta da ordem do local, e quem me conhece sabe, sou maníaco por limpeza, qualquer coisa fora do lugar me dá nervoso, acho que é herança genética, a galera de Angra quando ia pra minha casa dizia que eu ficava “Monicando” o tempo todo (Mônica Geller, do seriado “Friends”), mas fazer o que, eu sou assim e dane-se. As coisas ficaram um pouco pior quando eu mudei de emprego, saí da APAE, onde eu trabalhava num ambiente maravilhoso, feliz e tranqüilo, e fui pra fábrica da Volkswagen de Resende… eu acordava às 4:00 da matina pra trabalhar, ralava feito um condenado, era peão mesmo, carregando peso o dia todo (pra quem conhece a fábrica, eu era do Standard Parts), o que me garantiu uma coluna ferrada e demissão, só retornava quase 18:00, ia direto pra faculdade e dormia praticamente as quatro aulas, e quando voltava pra casa ainda tinha que dar uma ajeitada (do meu modo, claro) na casa toda. O fato é, fiquei desempregado e tive que sair do apartamento, os dois ficaram, deixei tudo lá, desde talher à geladeira, e voltei pra casa dos meus avós.
Acontece que eu consegui esse estágio no campus, e com isso um bom desconto na mensalidade, e no meio do ano passado eu dei entrada no FIES, que é um programa de financiamento universitário, e fui selecionado. Sendo assim, eu não pago faculdade mais, somei os dois e ainda sobra algum no fim do mês, só que, eu não agüento mais essa cidade, minha família me deixa maluco e a saudade que sinto de Angra é tão grande que as vezes penso que não vou conseguir. Mas, conversando com minha mãe pensamos no seguinte, porque não voltar mesmo? Posso tentar um emprego na cidade, mantenho o FIES e vou e volto todo dia! Já fiz isso durante um tempo, acho que conseguiria fazer de novo, e fora que tem gente da minha turma que mora em Paraty, 3 horas de viajem pra vir e mais 3 pra voltar…. se eles conseguem eu também consigo, Angra é bem mais perto, fora que estaria em casa toda noite! E agora José??? O que faço?
Como sempre só tem uma saída, deixar na mãos de Deus! Ele sabe o que fazer…..