Invisível

16 jan

 Sou espírita por afinidade, freqüento seções de tempo em tempo e há muitos anos tenho certeza e noção da minha sensibilidade (ou mediunidade para alguns). Desde o início de minha adolescência venho sentido a presença de “pessoas” ao meu lado, mas isso não era algo que me incomodava, pelo contrário, me instigava a aprender cada vez mais sofre o espiritismo, o pós desencarne e o plano espiritual. Lembro bem de um dia em que estava em casa no meu quarto, deitado pronto pra dormir, quando tive outra dessas sensações de presença no ambiente, quando me virei e olhei para a poltrona ao lado da minha cama eu vi perfeitamente um homem, vestindo uma camisa vermelha xadrez, careca e de cavanhaque, se bem me recordo era assim que ele era, só sei que a primeira coisa que se passou pela minha mente foi o ímpeto de me virar imediatamente, racionalizando que nada havia ali além de uma poltrona vermelha, então olhei de novo, e lá estava ele, continuava na mesma posição, calmamente sentado, parecia que olhava pra mim, mas não tenho tanta certeza, meu cérebro estava inundado de informações e sensações, sensações de medo, de susto, do irreal e do racional. A única coisa que meu corpo se atreveu a fazer foi se levantar da cama e sair do quarto, sem olhar pra traz. Fui em direção a casa de uma tia, que também espírita e médium me acalmou, dizendo ser apenas algum espírito bom, que provavelmente queria apenas que eu o visse, ou que fazia parte do meu convívio (desta vida ou de outra). Essa foi a última visão que me recordo de ter tido, após isso tenho apenas a sensação da presença espiritual ao meu lado, percebo com facilidade quando um local está “limpo” ou não, e isso normalmente se dá quando logo ao entrar eu me sinto mau.

Já há algum tempo não presenciei mais nada, até hoje, mas precisamente uns poucos minutos atrás. Novamente eu estava deitado em minha cama vendo um novo seriado no computador, e como fumante inveterado dei um pause para umas tragadas sentado na janela tomando uma xícara de café, e foi quando eu peguei o maço de cigarros e na hora eu tive aquela antiga sensação, e nisso dois cigarros caíram da embalagem, e quase que instantaneamente eu disse: “Você está querendo um cigarro? Quer fumar comigo?”, e a sensação se manteve. Continuei esse “diálogo” mentalmente: ”Só espero que não queira nada mais além disso, pois não tenho mais nada a oferecer, e que seja alguém do bem”. Acendi os dois cigarros, passei para o lado de fora, um eu coloquei sobre um pequeno pilar em frente à janela, peguei o meu outro e fui falar com essa mesma tia. Quando voltei, não sei por que achei que não era adequado deixar aquele cigarro ali, e troquei-o de lugar, pus na base do pilar da garagem, com a brasa virada para cima, assim continuei mentalizando para que fosse um bom espírito, e que logo pudesse voltar para o lugar de onde veio, e foi nesse momento que eu percebi, não sei se foi apenas pela física em si ou por forças espirituais, mas parecia claramente que alguém tragava o cigarro, a brasa se acendia num laranja forte e depois se esmiuçava num amarelo pálido, a presença continuava a incomodar meus sentidos, que já se baseando na lógica tentava fazer o cérebro entender como um fato físico, mas lá no meu íntimo eu tinha a certeza plena de que não era o vento ou seja lá o que for que produzia aquele vai e vem do acender da brasa, eu apenas sabia que não era isso, mas essa foi uma das poucas vezes que me vi recuado, quase que com medo de que alguma coisa ou alguém pudesse me tocar, eu quase sentia esse toque na pele, e me assustei em perceber que estava assustado com isso, que sempre foi pra mim algo tão normal, afinal, eu freqüento centros espíritas há tempos, tenho médiuns na família e sempre li muito à respeito disso. Embora eu saiba de que o que aconteceu foi real, invisível para alguns e irreal para outros, ainda não entendi porque senti medo.

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2 Respostas to “Invisível”

  1. Tititi janeiro 22, 2008 às 18:37 #

    Já passei por situações parecidas. Uma vez, acordei no meio da madrugada e vi uma mulher sentada na beira da minha cama, me olhando. Fechei os olhos e voltei a dormir, prefiri. Tb já “conversei” com umas vozes que ouvi. Na verdade, ouvi conselhos em momentos de aflição e segui – deram certo! Mas fiz questão de tentar afastar essa sensibilidade pq não tenho estrutura pra agüentar.
    Talvez vc tenha se assustado pq já fazia muito tempo que não acontecia nada disso contigo.
    Bjokas!

  2. Kika janeiro 23, 2008 às 12:43 #

    ow rapaz, bolada essa historia ae hein!
    vai ver era o Careca d novo…
    + eh bolada a historia, fikei ateh olhando p/ os lados aki

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